| A empreiteira brasileira Odebrecht aceitou as condições impostas pelo governo do Equador e confirmou ter assinado um acordo que prevía o pagamento dos custos de reparação da hidrelétrica San Francisco, além de garantir o pagamento de uma indenização, caso a empresa seja responsabilizada pelos danos na obra.
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Por meio de um comunicado emitido nesta quarta-feira, 1, a construtora "confirma que aceitou os termos exigidos pelo governo equatoriano para firmar o Acordo de Compromissos, já assinado pela empresa e entregue as autoridades equatorianas", diz o documento.
A Odebrecht oferece ainda uma garantia de US$ 43 milh?es que poderia ser transferida para o governo equatoriano para o pagamento de uma eventual multa, caso a auditoria internacional que avaliarão o caso responsabilize a construtora pelas falhas da usina.
A empresa também aceitou estender a garantia das obras por mais um ano e arcar com os custos de reparação das falhas da San Francisco. Com a decisão, a construtora assume também a responsabilidade da Alstom e Vatech, duas empresas que fazem parte do Consórcio Odebrecht e que se negaram a aceitar as condições do governo equatoriano.
Decisão
A confirmação da empresa, que foi expulsa do Equador, ocorre depois de um anúncio do presidente do Equador, Rafael Correa, que reiterou na noite desta terça-feira que a Odebrecht havia enviado o acordo ao Executivo.
Correa disse ainda que definiria "nos próximos dias" se a construtora permanecerá ou não no Equador. O líder equatoriano afirmou, porém, que por enquanto, a iniciativa da empresa não modificaria sua decisão de encerrar todos os contratos da construtora, que totalizam US$ 650 milhões.
"A decisão se mantém. A Odebrecht esta fora do país", afirmou Correa em entrevista coletiva, logo após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manaus, na última teça. "Nãs não estamos negociando, estamos exigindo justiça e que se cumpram estritamente os direitos do país", acrescentou.
Impasse
O impasse entre o governo equatoriano e a construtora come?ou h? uma semana, quando Correa firmou um decreto ordenando o embargo dos bens da empresa brasileira, a militariza??o de todas as obras em andamento e a proibi??o de que funcion?rios da empresa deixassem o pa?s.
Com uma pot?ncia prevista de 230 megawatts e com capacidade para abastecer 12% da energia do pa?s, a central San Francisco foi constru?da pelo Cons?rcio Odebrecht e inaugurada em junho de 2007.
Um ano depois, a San Francisco come?ou a apresentar falhas e foi fechada, o que, de acordo com o governo equatoriano, coloca em risco o abastecimento do pa?s e poderia ocasionar apag?es de energia.
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Autor: Estad
Data: 02/10/2008
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